"De quem eu gosto
nem às paredes confesso"
Eu sei que o meu caminho
Não é mais o seu caminho
Há coisas que eu consigo entender
Sei que já é tempo
De seguir sozinho
Sei que eu preciso te esquecer
Você disse para eu ir embora
E outras bandas procurar
Baixista e baterista eu vou encontrar
E você disse pra que eu cante bem alto
Os males todos espantar
Mesmo estando longe de você
Ontem tive um sonho
O sol era você
Tão bela, tão bonita a me aquecer
Ontem neste sonho
Tentei te convencer
Minha vida não vale absolutamente nada sem você
E você disse que eu nasci louco
E louco eu vou morrer
Num dia chuvoso ao entardecer
E você disse pra que eu não fique triste
E nunca me arrepender
Das coisas que eu fiz e das coisas que deixei de fazer
quarta-feira, agosto 19, 2009
sábado, agosto 08, 2009
Toda minha vida
Vivo no mundo
Mas estou sozinho
A minha namorada
Me trocou pelo vizinho
Que mal
Era só o que faltava
É que ele tem grana
E grana interessa
Se você não tem grana
Esquece
Fico puto com isso
Mas esta é a lei
E tem muito mais
Não me diga eu já sei
Que bom
A nova constituição
Ela disse
Eu tenho o direito
De manter
A boca fechada
Toda minha vida
Eu te procurei
Um dia finalmente
Eu te encontrei
Que bom
Sei que vai ser um arraso
Meu bem ande logo com isto
Vamos tirar o atraso
Fecha o farol
Encosta a baratinha
Desce o gambé
Pra bater uma geral
Que mal
Era só o que faltava
Ele te apalpa toda e me diz
Que o nosso amor é ilegal
Toda minha vida
Eu te procurei
Um dia finalmente
Eu te encontrei
Mas estou sozinho
A minha namorada
Me trocou pelo vizinho
Que mal
Era só o que faltava
É que ele tem grana
E grana interessa
Se você não tem grana
Esquece
Fico puto com isso
Mas esta é a lei
E tem muito mais
Não me diga eu já sei
Que bom
A nova constituição
Ela disse
Eu tenho o direito
De manter
A boca fechada
Toda minha vida
Eu te procurei
Um dia finalmente
Eu te encontrei
Que bom
Sei que vai ser um arraso
Meu bem ande logo com isto
Vamos tirar o atraso
Fecha o farol
Encosta a baratinha
Desce o gambé
Pra bater uma geral
Que mal
Era só o que faltava
Ele te apalpa toda e me diz
Que o nosso amor é ilegal
Toda minha vida
Eu te procurei
Um dia finalmente
Eu te encontrei
Às baleias nossas amigas
As queimadas na Amazônia
Aumentam o buraco
Na camada de ozônio
E o calor é o ponto fraco
Os oceanos vão subir
Porque os polos vão derreter
Rio, Nova Iorque e Tóquio
Vão desaparecer, oh yeah
Pelas coisas que eu vejo
O fim do mundo já começou
Vamos comemorar
Com muito samba e muito soul
No último terremoto
O buraco foi mais fundo
E a chuva ácida liberou o vírus
Que estava preso no submundo
Os frágeis seres humanos
Não tem como se defender
E até os computadores
Vão sofrer, oh yeah
Pelas coisas que eu vejo
O fim do mundo já começou
Vamos comemorar
Com muito reggae e rock and roll
Dizem que a Aids vai destruir
Toda a população
E os furacões vão varrer
Os restos da civilização, oh não
Os homens 'tão atirando
Índio não vai sobrar
E as baleias nossas amigas
Vão se afogar
Baby está chegando a hora
Vamos fazer a coisa já
Pois não há outros planetas
Pra gente se mudar, oh não
Pelas coisas que eu vejo
O fim do mundo já começou
Vamos comemorar
Com muito samba e muito soul
Aumentam o buraco
Na camada de ozônio
E o calor é o ponto fraco
Os oceanos vão subir
Porque os polos vão derreter
Rio, Nova Iorque e Tóquio
Vão desaparecer, oh yeah
Pelas coisas que eu vejo
O fim do mundo já começou
Vamos comemorar
Com muito samba e muito soul
No último terremoto
O buraco foi mais fundo
E a chuva ácida liberou o vírus
Que estava preso no submundo
Os frágeis seres humanos
Não tem como se defender
E até os computadores
Vão sofrer, oh yeah
Pelas coisas que eu vejo
O fim do mundo já começou
Vamos comemorar
Com muito reggae e rock and roll
Dizem que a Aids vai destruir
Toda a população
E os furacões vão varrer
Os restos da civilização, oh não
Os homens 'tão atirando
Índio não vai sobrar
E as baleias nossas amigas
Vão se afogar
Baby está chegando a hora
Vamos fazer a coisa já
Pois não há outros planetas
Pra gente se mudar, oh não
Pelas coisas que eu vejo
O fim do mundo já começou
Vamos comemorar
Com muito samba e muito soul
sexta-feira, julho 31, 2009
Estou legal
Aquela festa na casa da sua tia
Nossa cena na piscina beirou a pornografia
Uísque a rodo, conha de montão
Todo mundo dançando, todo mundo cheiradão
Estive mal
Estive em coma
Estou legal
Aquela festa lá em Arujá
Nos chegamos babando mais pra lá do que pra cá
Escondi a coisa atrás da privada
Quando eu voltei já não tinha mais nada
Estive mal
Estive em coma
Estou legal
Nada é perfeito
Nada é perfeito
Acho que é por isso que eu não vivo direito
Porque nada é perfeito
Estive mal
Estive em coma
Estive legal
Estive mal
Tomei Engov
E Melhoral
Nossa cena na piscina beirou a pornografia
Uísque a rodo, conha de montão
Todo mundo dançando, todo mundo cheiradão
Estive mal
Estive em coma
Estou legal
Aquela festa lá em Arujá
Nos chegamos babando mais pra lá do que pra cá
Escondi a coisa atrás da privada
Quando eu voltei já não tinha mais nada
Estive mal
Estive em coma
Estou legal
Nada é perfeito
Nada é perfeito
Acho que é por isso que eu não vivo direito
Porque nada é perfeito
Estive mal
Estive em coma
Estive legal
Estive mal
Tomei Engov
E Melhoral
aqui tem
Engov,
Festa na casa da sua tia,
Melhoral
A modelo
Ela era a modelo mais gostosa do país
Pagavam uma nota por um close do nariz
Vivia rodeada e se sentia muito só
E nas horas vagas, cheirava muito pó
Ela era assim
E gostava de mim
Mingau de aveia era seu prato preferido
Vivia com a mãe divorciada do marido
Na capa da Vogue muito bem apresentada
Ou na Playboy muito sexy pelada
Ela era assim
E gostava de mim
Ela morreu num acidente de moto
E como foi horrível sua última foto
Um braço na rua, um seio na calçada
Ela ficou toda despedaçada
Agora não brilha o sol
E o seio eu guardo no formol
Ou, uou, uou, uou
Pagavam uma nota por um close do nariz
Vivia rodeada e se sentia muito só
E nas horas vagas, cheirava muito pó
Ela era assim
E gostava de mim
Mingau de aveia era seu prato preferido
Vivia com a mãe divorciada do marido
Na capa da Vogue muito bem apresentada
Ou na Playboy muito sexy pelada
Ela era assim
E gostava de mim
Ela morreu num acidente de moto
E como foi horrível sua última foto
Um braço na rua, um seio na calçada
Ela ficou toda despedaçada
Agora não brilha o sol
E o seio eu guardo no formol
Ou, uou, uou, uou
sábado, julho 04, 2009
A balança
O negócio começou a ficar sério naquele CA no dia em que alguem de fora, que aparecia só para fumar mesmo, sugeriu "vamos comprar um quilo".
Bom, era meio assustador mas fazia senso econômico, logo os partidos fizeram a vaquinha e a compra estava encaminhada, em velocidade assustadora, no final da tarde, começo da noite. Dentro de duas horas mais ou menos receberíamos a encomenda.
E a distribuição? Logo lembrei, Ronaldo, que não fazia ECA mas morava com Éverton, que fazia Cinema, tinha uma balança. Só que morava em Santa Cecília, perto do Mackenzie. Narizinho, que largou a Engenharia na USP de São Carlos, de onde eu o conhecia, para fazer Artes Cênicas, disse que emprestaria a moto, acho que era uma CG 125cc.
Lá fui eu, uma hora de ida, outra de volta. Ronaldo explicou o funcionamento. Cheguei junto com a outra encomenda mas o equipamento registrou problema e o povo achou melhor ir no olhômetro e na justiça do "um corta, outro escolhe" e do "aquele tem menos que este".
Todos ficaram contentes com as respectivas parcelas. Com a serragem saíram duas belas velas, como nunca vistas, antes ou depois. E o Jaçanã me levou de volta para casa, com meu quinhão e a balança.
Bom, era meio assustador mas fazia senso econômico, logo os partidos fizeram a vaquinha e a compra estava encaminhada, em velocidade assustadora, no final da tarde, começo da noite. Dentro de duas horas mais ou menos receberíamos a encomenda.
E a distribuição? Logo lembrei, Ronaldo, que não fazia ECA mas morava com Éverton, que fazia Cinema, tinha uma balança. Só que morava em Santa Cecília, perto do Mackenzie. Narizinho, que largou a Engenharia na USP de São Carlos, de onde eu o conhecia, para fazer Artes Cênicas, disse que emprestaria a moto, acho que era uma CG 125cc.
Lá fui eu, uma hora de ida, outra de volta. Ronaldo explicou o funcionamento. Cheguei junto com a outra encomenda mas o equipamento registrou problema e o povo achou melhor ir no olhômetro e na justiça do "um corta, outro escolhe" e do "aquele tem menos que este".
Todos ficaram contentes com as respectivas parcelas. Com a serragem saíram duas belas velas, como nunca vistas, antes ou depois. E o Jaçanã me levou de volta para casa, com meu quinhão e a balança.
sexta-feira, junho 26, 2009
Memórias de Never

Texto: Never
Ilustrações e suporte psicológico: João Detrito
Tarefa simples, nenhuma ciência aeroespacial: sobe a Sílvia, pega o bumba na Paulista, despenca a Rebouças, chegou. Não fosse o par de joelhos sorrindo sob a abreviada minissaia jeans, não tinha desconcentrado. A vida é curta, mas a saia daquela garota... Perdi o Circular 1 ou 2 com paradas na história, biologia, HC, pequeno desvio através da FAU pra só então apontar na esquina do Banespa e chegar ao meu destino. Fui a pé mesmo, Forrest Gump de antanho, atravessando boa parte da Bolívia e a praça do Relógio. O retângulo quadriculado de cimento correspondia a estudo anterior do sítio arqueológico. Era o CCA, mas eu ainda não havia me dado conta disso.

Pedi informação a uma modelo cujo braço na esquina e seio na calçada apontavam pra uma escada de ladrilhos verdes atrás das portas de vidro. Auditório no primeiro andar. Segui alegremente ao lado dos cordiais 120 novos colegas. Um deles, inclusive, percebendo minha dificuldade em passar pela porta da sala de aula apinhada de gente, fez a gentileza de colocar a sola do seu Vulcabrás bem no meio das minhas costas, me empurrando pra dentro da classe. Rolei os degraus entre as filas de cadeiras bem a tempo de ver garrafas de Domec circulando de mãos em mãos sob os assentos. Ainda não era 8 da manhã. Desmaiei. Depois de alguns segundos no solo, fui prontamente socorrido por dois intelectuais muito altos, que me ergueram pelo pescoço até que meus pés não mais tocassem o chão, numa tentativa desesperada de me reanimar. Quando recobrei a consciência, eles me perguntaram se eu estava bem. Respondi que estive mal, estive em coma, estou legal. Aproveitei para pedir desculpas por qualquer eventualidade passada, presente ou futura e arrumei um lugar pra sentar.
O professor Vigília Michael Pinto apareceu de baccega de fora. Tomei um susto. Achei que seria uma aula imacolatta. Falei: Xi, fadul! Uma japonesinha muito tímida que acabara de ganhar um cigarro multicolorido num sorteio me mandou sossegar, era só moya da minha cabeça.
Nossa primeira incumbência era produzir um vídeo, criar um super-herói. Alguém que fosse mais rápido, mais forte, mais valente. Alguém, assim, de Belvedere. Entre tantos tipos atléticos disponíveis, arrumamos um calouro de peito largo, pernas finas, fumante passivo (ninguém é perfeito, e não estamos aqui pra tecer julgamentos sobre as opções de quem quer que seja) inveterado.
O sujeito ganhou o papel no teste executando uma cena perfeita, onde, depois de quebrar uma mesa de ping pong por ter sido derrotado, ele protagonizava um beijo (meramente cenográfico) com um tipo barbado, de peruca loira. A atuação foi impressionante. Com que carinho e realismo nosso candidato a ator alisava os falsos cabelos loiros, chamando o ogro de “Regininha”. Excentricidades artísticas à parte, o papel era dele.Subimos a Serra da Cantareira com tudo em cima pra captação de imagens. Parte do material estava numa caixa de papelão. O restante, no tubinho de kinder-ovo dentro de um saquinho de tênis Puma. Como era mesmo o nome do colega que portava o kinder-ovo? Não lembro, só lembro que era chamado de Nôno por uns, Mano-Velho por outros. Pois bem, maquiamos o personagem, ajeitamos as plantinhas cenográficas providenciadas pela produção divina, escolhemos o melhor ângulo para o plano.
- Pois bem, capitão, onde está a fita?
- Fita?
- É... a fita pra gravar.
- Não posso pensar em tudo. Não trouxe a fita.
O fato era esse: nosso capitão lembrou de trazer a peruca loira, a bota de escalada, o gorro de alpinista, cordas, grampos, cachaça, mas havia esquecido a fita.Passado esse momento de decepção, esperamos nosso produtor de cabelo descolorido com água oxigenada despachar diplomaticamente os PMs que já nos cercavam. O sargento da PM só se deu por convencido quando nosso produtor falou: “- Chegou um rapaz com um papel pra mim. Me dê um motivo pra ir embora”. Liberados, iniciamos nossa volta pra casa. Entramos no nosso automóvel modelo Cafavan, finamente decorado com musgo em seu interior, ouvindo o sibilar relaxante dos guizos das cascavéis no porta-malas, olhando o asfalto que passava sob o assoalho desmanchado do veículo.
Já de volta ao Centro Acadêmico, fomos tomados por aquele sentimento de vazio interior. Apesar da disponibilidade de uns em preencher o vazio interior de outros, começamos a pensar em algo pra fazer. Foi quando alguém lembrou: - Porque não aproveitamos pra consertar a mesa de ping-pong quebrada com um pouco da cola de sapateiro usada na Artes Cênicas?
Partimos pra essa nova empreitada.
O afã de concluir o novo projeto era tão grande que dois dos nossos se pegaram pelos cabelos, tentando ferir o chão com o nariz do oponente.
- Vou te desossar, punk veado! Vou te trancar no meu arquivo vermelho e vou jogar a chave no lixo!
- Então vem, judeu-nazista-fascista. Vou te matar de tédio com meu discurso pró-sandino!
A pendenga durou até que a Marta pegou heavy e falou: - 25% e um banho pra cada um, e não se fala mais nisso. Felizmente o politicamente-correto ainda não era uma demanda na época, ninguém foi acusado pela adjetivação preconceituosa empregada no debate-boca, e não foi instaurado processo na polícia federal por atitude discriminatória. O importante é que o episódio inspirou uma nova dança, e imediatamente nos pusemos a organizar uma festa no sítio de Sujaime.
O ex-presidente deposto do CA e gerente-geral da estrapolândia Taraldo foi encarregado das compras, e nos trouxe 8 Suflair e uma garrafa de vodka Baikal para o fim de semana. Ingerimos alguns doces pra encarar a viagem. Nevava muito e tínhamos que empurrar o jeep que só pegava no tranco. Para otimizar o esforço, cinco empurravam na parte da frente, cinco na parte de trás. O jeep não se movia. As gargalhadas das pessoas que assistiam tudo de uma padaria só cessaram quando os estudantes de engenharia infiltrados na comunicação, Ivo Kanivo e Pelôncio, se não me engano, disseram que a iniciativa estava correta em seu fundamento, mas o esforço deveria ser concentrado em uma só direção. Como são arrogantes esse engenheiros. Se preocupam com resultados, sem dar a menor importância ao entretenimento. E ainda acham que podem fazer cinema.
A pista de dança ia à todo vapor no sítio de Sujaime. Celginho, o homem-nó, comandava a turba com gritos de “- Ui, rrrrapazzz!” ou “Sei lá, Sarney, mil coisas!” O ator Pluto só aguardava o final do Jornal Nacional às 4 da manhã para voltar a beijar a Regininha. Dançávamos apenas e exclusivamente Subculture do New Order quando um secretário de Estado, que havia começado sua carreira encenando “Tistu, o Menino do Dedo Verde”, mas a essa altura já estrelava “Nossa Caixa 2, o Menino da Mão Grande”, parou de beijar a cadela Negrita na boca e veio diretamente do meio do pasto para vomitar no centro da sala, onde dançávamos. Esse gesto, obviamente, facilitou os movimentos na pista de dança, deslizávamos melhor, por isso resolvemos voltar a música Sub Culture e dançar novamente.No final da dança, tivemos que levar o secretário de Estado ao banheiro pra que ele pudesse vomitar novamente. Nessa ocasião, o banheiro masculino era separado do banheiro feminino apenas por uma tapadeira de madeira. Foi então que um colega, um ursinho com bandana no pescoço e um enorme topete enrolado num maço de bom-bril, que atendia pela alcunha de Rockabílio Manoel, notou a obsolescência do sistema de espelhos instalado pelo companheiro Cafuringa Lobiscate, a fim de observar mais de perto o vaso sanitário utilizado pelas mulheres. Imediatamente, Rockabílio Manoel sacou seu canivete e começou a escavar um buraquinho na tapadeira, que depois virou um buracão. No terceiro dia, quando já havíamos desistido de fazer com que Rockabílio Manoel saísse daquele banheiro, a tapadeira cedeu com o peso dos 15 ou 20 marmanjos que se espremiam pra olhar através do buraco que dava pro banheiro feminino, e todos cariam no meio da mulherada. Não recordo de momento mais romântico. As garotas com certeza se sentiram definitivamente seduzidas.
De volta à Universidade, convocamos uma reunião extraordinária na Estrela, também conhecida por CA de Inverno. Nos pusemos a queimar.... as pestanas para ver qual seria a nova aventura. Queimamos, queimamos e queimamos, e quanto mais a gente queimava, mais dispersos parecíamos ficar. Não lembro muito bem desse dia. Lembro que, em dado momento, o carioca Jean, já com os dedos calejados de tanto debulhar espigas de milho, veio com uma proposta: porque não subimos a cópula do congresso?
Pensamos: será?....só imaginação?... será?...que nada vai acontecer?....será? .... que é tudo isso em vão?....será? ...que vamos conseguir vencer?
To be or not to be continued...
(crédito fotos: Paramão Pictures, Fernando Stankus, Vladmir Putinho)
sábado, junho 20, 2009
Histórico Escolar (em andamento)
| CODIGO | NOME DA DISCIPLINA |
| ****** | PRIMEIRO SEMESTRE DE 1985 |
| CCA113 | HISTORIA DA CULTURA E DA COMUNICACAO I |
| CCA117 | FUND SOCIOLOGICOS DA COMUNICACAO (SOCIOLOGIA GERAL) |
| CCA140 | COMUNICACAO LINGUISTICA I (LINGUA PORTUGUESA I) |
| CCA178 | REALIDADE SOCIO-ECONOMICA E POLITICA BRASILEIRA I |
| CCA180 | FILOSOFIA DA COMUNICACAO I (FILOSOFIA I) |
| CCA182 | TEORIA DA COMUNICACAO I |
| CTR421 | HISTORIA DO RADIO E DA TELEVISAO |
sexta-feira, junho 19, 2009
Rádio Pirata
Bom rapaziada, a idade avança, as memórias retrocedem e, como dizem aqui nesta ilha, vou "raspando o fundo do barril" mas este é mais um caso verídico que acho que aconteceu em oito cinco, o Cesinha e o Lusão que o confirme ou desminta.
Na época estava na moda uma onda de transformação social com o uso da tecnologia e as emergentes rádios piratas eram o bom exemplo. Muito se falava mas pouco se sabia então um partido, não lembro exatamente quem, lá da RTV e talvez alguns representantes dicentes de outros departamentos decidiram fazer uma vaquinha para comprar os componentes necessários para produzir um transmissor. "Produzir" sendo um termo utópico pois o conhecimento conjunto de eletrônica era limitado.
Vejo entre as nuvens do tempo um pequeno grupo na Rua Santa Ifigênia, 50% idealista, 50% porralouca e bota de lambuja mais uns 50% empreendedor, indo de loja em loja, comprando os resistores e capacitores, dissipador de calor e o todo poderoso e caro cristal - segundo me lembro a alma do transmissor, que estabeleceria em última análise o quão distante poderíamos encontrar ouvintes dispostos a compatilharem de nossos gostos musicais, opiniões e preconceitos.
Lá próximo da Praça do Relógio encontra-se até hoje o Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo. A noite, sempre achei os prédios do Crusp a feição mais bela do panorama arquitetônico da USP. A raia de remo próxima. As janelas iluminadas aleatoriamente. Pareciam peças de dominó, prontas a serem empurradas, uma derrubando a próxima em cadeia.
Chegamos lá com a muamba, dentro de um pequeno saco plástico transparente. Ibiúna indicou o residente capaz de ajudar a realização de nosso plano, acho que seu nome era Tufik mas que chamarei de Habib, por pura falta de memória.
O encontro não foi bem, e não foi para menos, ao menos de minha parte não fui cordial. Queríamos a porra do transmissor o quanto antes e tudo que se encontrava entre nós e o equipamento pronto era um obstáculo.
Vejo no passado distante o esquema eletrônico, simples. Cópia xerox. Será a tendência do cosmos o caos e a complexidade? Após a entrega fomos cheios de sonhos tomar cervejas e discutir a nossa programação e mais importante, como nos posicionarmos fora do alcance do longo braço da lei, representado então pelo Dentel. Ora bolas, este nome é mais condizente com serviços odontológicos mesmo assim, discutíamos boatos sobre transmissores apreendidos, de onde transmissões eram feitas, como os estúdios nômades se movimentavam, etc.
Os dias foram passando e nada do transmissor ficar pronto. O final infeliz foi o petit comité indo em passeata até o apê do Habib confiscar os componentes, que foram juntar poeira em outra localidade da metrópole, e nunca mais se falou em rádio pirata.
Na época estava na moda uma onda de transformação social com o uso da tecnologia e as emergentes rádios piratas eram o bom exemplo. Muito se falava mas pouco se sabia então um partido, não lembro exatamente quem, lá da RTV e talvez alguns representantes dicentes de outros departamentos decidiram fazer uma vaquinha para comprar os componentes necessários para produzir um transmissor. "Produzir" sendo um termo utópico pois o conhecimento conjunto de eletrônica era limitado.
Vejo entre as nuvens do tempo um pequeno grupo na Rua Santa Ifigênia, 50% idealista, 50% porralouca e bota de lambuja mais uns 50% empreendedor, indo de loja em loja, comprando os resistores e capacitores, dissipador de calor e o todo poderoso e caro cristal - segundo me lembro a alma do transmissor, que estabeleceria em última análise o quão distante poderíamos encontrar ouvintes dispostos a compatilharem de nossos gostos musicais, opiniões e preconceitos.
Lá próximo da Praça do Relógio encontra-se até hoje o Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo. A noite, sempre achei os prédios do Crusp a feição mais bela do panorama arquitetônico da USP. A raia de remo próxima. As janelas iluminadas aleatoriamente. Pareciam peças de dominó, prontas a serem empurradas, uma derrubando a próxima em cadeia.
Chegamos lá com a muamba, dentro de um pequeno saco plástico transparente. Ibiúna indicou o residente capaz de ajudar a realização de nosso plano, acho que seu nome era Tufik mas que chamarei de Habib, por pura falta de memória.
O encontro não foi bem, e não foi para menos, ao menos de minha parte não fui cordial. Queríamos a porra do transmissor o quanto antes e tudo que se encontrava entre nós e o equipamento pronto era um obstáculo.
Vejo no passado distante o esquema eletrônico, simples. Cópia xerox. Será a tendência do cosmos o caos e a complexidade? Após a entrega fomos cheios de sonhos tomar cervejas e discutir a nossa programação e mais importante, como nos posicionarmos fora do alcance do longo braço da lei, representado então pelo Dentel. Ora bolas, este nome é mais condizente com serviços odontológicos mesmo assim, discutíamos boatos sobre transmissores apreendidos, de onde transmissões eram feitas, como os estúdios nômades se movimentavam, etc.
Os dias foram passando e nada do transmissor ficar pronto. O final infeliz foi o petit comité indo em passeata até o apê do Habib confiscar os componentes, que foram juntar poeira em outra localidade da metrópole, e nunca mais se falou em rádio pirata.
aqui tem
cesinha,
CRUSP,
dentel,
Empreendedor,
Ibiúna,
Idealista,
Lusão,
Porralouca,
rádio pirata,
Santa Ifigênia
quinta-feira, junho 18, 2009
Mais um Baile dos Monstros

Thomas Mann - "Fundo é o buraco do passado"
Nélio - Sim. Fundo e mal iluminado.

E o Idã foi abanado na Parada Gay por uma bicha com chapéu de Crocodilo Dando. Pelo visto era uma distribuição de abanos grátis, pra ver se alguma brasa acendia. "Tô abanando e andando pra esse brasa", comentou a bicha.
Nada a ver esse nome Parada Gay. Alguém já viu bicha parada? A bicha está sempre inquieta,
prepare-se para a Inquieta Gay 2010
Cuidado com o vão. Com o vão no vão.

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