sábado, julho 04, 2009

A balança

O negócio começou a ficar sério naquele CA no dia em que alguem de fora, que aparecia só para fumar mesmo, sugeriu "vamos comprar um quilo".

Bom, era meio assustador mas fazia senso econômico, logo os partidos fizeram a vaquinha e a compra estava encaminhada, em velocidade assustadora, no final da tarde, começo da noite. Dentro de duas horas mais ou menos receberíamos a encomenda.

E a distribuição? Logo lembrei, Ronaldo, que não fazia ECA mas morava com Éverton, que fazia Cinema, tinha uma balança. Só que morava em Santa Cecília, perto do Mackenzie. Narizinho, que largou a Engenharia na USP de São Carlos, de onde eu o conhecia, para fazer Artes Cênicas, disse que emprestaria a moto, acho que era uma CG 125cc.

Lá fui eu, uma hora de ida, outra de volta. Ronaldo explicou o funcionamento. Cheguei junto com a outra encomenda mas o equipamento registrou problema e o povo achou melhor ir no olhômetro e na justiça do "um corta, outro escolhe" e do "aquele tem menos que este".

Todos ficaram contentes com as respectivas parcelas. Com a serragem saíram duas belas velas, como nunca vistas, antes ou depois. E o Jaçanã me levou de volta para casa, com meu quinhão e a balança.

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